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Estiagem
no Parque Nacional da Lagoa do Peixe |
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Publicado no Jornal Zero Hora - Março 2004 Seca atinge Parque da Lagoa do Peixe Texto: Fábio Schaffner / Casa Zero Hora / Pelotas A estiagem que castiga o Estado faz agonizar um dos mais importantes santuários ecológicos do continente. Milhares de peixes estão morrendo no P.N. da Lagoa do Peixe, no município de Tavares, reduto de aves migratórias do hemisférios sul e norte, espremido entre o mar e a Lagoa dos Patos. A mortandade ocorre
na região central da lagoa do Peixe, onde normalmente a profundidade
não ultrapassa 60 centimetros. A seca transformou a paisagem, sempre
repleta de flamingos em busca de comida, num lodaçal rodeado de
linguados e tainhas mortas. .... |
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Publicado no Jornal Zero Hora - Janeiro de 2005 Em todo o Estado, 70 municípios estão em situação de emergência. Seca pode levar
ecossistema da Lagoa do Peixe ao colapso Além dos prejuízos nas lavouras e na produção de leite, a estação seca está atingindo áreas de proteção ambiental. Principal refúgio de aves migratórias do Estado, a Lagoa do Peixe está seca em 70% de sua área. As lagoas do Taim também estão com o nível abaixo do normal.
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Sem água, parte das aves migratórias que utilizam as lagunas do Parque Nacional da Lagoa do Peixe como ponto de alimentação e descanso precisarão procurar outras áreas de parada. Apenas 30% dos 40 quilômetros de extensão da laguna ainda resistem. Neles, entretanto, o nível da água está abaixo dos 60 centímetros médios.
Maria Teresa Queiroz Mello, chefe do Parque, diz que o sistema está em estresse hídrico e pode entrar em colapso. Segundo o oceanólogo Antônio Matos, que trabalha no parque, a estiagem do verão passado secou 80% da lagoa. Nas adjacências, há matas de pinus que, segundo o pesquisador, contribuem para sugar a água e piorar o quadro. As 175 famílias de pescadores que vivem na área também estão sendo prejudicadas.
Na Estação Ecológica do Taim, a seca também já causa danos. O nível das lagoas Nicola e Jacaré está abaixo do normal. Os técnicos do Ibama não sabem ainda medir os efeitos da falta de chuvas porque no último ano o Taim se recuperou de três cheias em anos consecutivos que haviam mudando o perfil da reserva. .... |
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