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Expedição Bemtevibrasil - Nordeste - 10 Parques Nacionais |
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Parque
Nacional de Sete Cidades
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18/07 - O raio cai duas vezes no mesmo lugar
Depois de uma semana na região de São Raimundo Nonato, saímos finalmente em direção ao Parque Nacional de Sete Cidades. Já conhecíamos a estrada até Floriano e sabíamos que não era ruim e, talvez pelo excesso de segurança, fomos pegos de surpresa por um ferro no meio da pista: ouvimos um grande estouro e nos demos conta que o pneu tinha furado. Às 14 horas, estávamos nós no meio de uma estrada quase deserta e sob um sol de rachar aprendendo a manejar o macaco da Land. Para marinheiros de primeira viagem até que não fomos mal: trocamos o pneu em 40 minutos.
A próxima
cidade era a nossa velha conhecida Floriano, e encontramos uma grande
borracharia bem ao lado do hotel onde ficamos dias atrás (seria
isso um sinal?). Enquanto esperávamos o pessoal consertar o pneu,
notei que outro pneu dianteiro parecia meio murcho. Resultado: ele também
estava furado. Não acreditamos: era muito azar ter dois
pneus furados no mesmo dia....para quem não furava um pneu há
três anos!!! A viagem até Teresina teve que ser abortada
e acabamos pernoitando novamente no hotel Boa Viagem.
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19/07 - Passeio por Teresina e chegada ao PN Sete Cidades
Saímos de Floriano super cedo e a estrada até Teresina estava em boas condições. Cada vez que chegamos a uma cidade grande, levamos um choque. Não estamos mais acostumados com trânsito, muita gente na rua, camelódromos, etc. A prova disso é que, quando queríamos entrar no banco, o Renato chegou a bater em um carro que estava atrás - sorte que não amassou nada. Pelo menos, é nas cidades grandes que conseguimos nos reabastecer de coisas mais específicas, como benzina, por exemplo. Nós precisamos de benzina para o nosso fogareiro, mas o grande problema, no entanto, é saber onde encontrá-la. Em Palmas, benzina é usada para o tratamento anti-caspa (ai...ai...ai) e é encontrada em farmácias; em outras cidades, é usada para limpar peças de relógio; e, aqui em Teresina, fomos surpreendidos quando achamos em lojas de artigos veterinários, vendida a granel.
De Teresina
a Piripiri, paramos numa vaquejada para matar as saudades dos rodeios
do interior do Rio Grande do Sul. Chegamos no PN de Sete Cidades à
noite e acampamos ao lado do Hotel Parque 7 Cidades.
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Mas,
não foram as formações rochosas os grandes atrativos
do dia. Nós fomos avisados que, na quarta cidade, duas cascavéis
estavam enroladas acasalando bem ao lado da trilha. Não foi
nem preciso repetir e lá estava o Renato rumo ao local indicado.
O meu grande pavor são os sapos e rãs, mas é claro
que sabendo que existem duas cascavéis bem ao lado da trilha, eu
seria muito boba de ir conferir. O Renato seguiu o guia e os dois partiram
em busca das bichinhas. Voltaram um tempo depois e me arrastaram para
ir lá ver. Quando chegamos, as cobras, que antes estavam completamente
enroladas, já tinham mudado de posição e uma delas
já estava bem alerta com a nossa presença. O Renato fez
algumas fotos com a máquina digital e aí pude ver que a
tranqüilidade dele não era assim tão grande: as fotos
ficaram bem tremidas. Aguarde
por mais Informações do PN de Sete Cidades ... |
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21/07 - Viagem para Ubajara A Invasão dos Anfíbios II
Hoje retornamos a algumas cidades do Parque para fazer mais fotos, almoçamos e depois pegamos a estrada. Mais uma vez resolvemos mudar o roteiro: antes de ir para o litoral e visitar o Delta do Parnaíba, decidimos por seguir para o Ceará e visitar o PN Ubajara, que ficava a apenas 130 km dali. Ao chegarmos na cidade, encontramos um casal de franceses com os quais já tínhamos conversado dias antes em 7 Cidades e acabamos ficando na mesma pousada que eles. A pousada tinha chalés
e só tinha um deles disponível: o chalé era minúsculo,
chegando a ser quase claustrofóbico, mal cabíamos nós
dois e as nossas mochilas e, além de tudo, a luz era muito fraca.
Para completar, o banheiro era coletivo e também era claustrofóbico.
Mas como chegamos no meio da tarde, acabamos aceitando e achando que não
seria tão ruim ficar ali. A
Primeira Visão dos sapos |
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Eu estava, pela primeira vez MUITO tensa, nervosa mesmo. Queria a todo custo ir embora e seguir o roteiro previamente planejado, mas, por outro lado, sabia que era perda de tempo ir embora para voltar dias depois. Para acabar com a tensão, saímos para jantar. Na volta, à noite e no meio do mato, parece que elas se multiplicaram. Havia três dentro do lustre do nosso quarto e, para meu azar, ao arrumar o colchão, descobri mais uma. Naquele exato instante, à beira de um ataque de nervos, peguei meu travesseiro e fui direto para o estacionamento. O Renato só teve tempo de correr atrás de mim para me ajudar a abrir a barraca. Lá em cima, em meus domínios, tive uma noite super calma e dormi muito bem. O Renato, que dormiu
no chalé, me disse de manhã que queria sair dali. Até
hoje não me explicou o porquê. E eu confesso que não
quero saber. |
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