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Expedição Bemtevibrasil - Nordeste - 10 Parques Nacionais |
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P.
N. da Serra da Capivara
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09/07 - Desmatamento do cerrado
Dormimos em Balsas, uma nova região de plantação de soja no sul do Maranhão e Piauí. Para quem viajou 3 semanas pela região do cerrado, é um choque ver tantos hectares desmatados para a plantação de soja. Balsas está repleta de gaúchos que resolveram trocar o frio do sul pelo calor do cerrado nordestino. E, por isso, acabamos encontrando na cidade o melhor supermercado desde que saímos de casa. Para nossa felicidade, encontramos vários produtos da nossa querida terrinha: geléias Ritter, doce de leite Mu-Mu, arroz Tio João, etc. foi uma festa!!!
Logo que pegamos a estrada, fomos parados pela policia pela primeira vez em 21 dias: eram vários policiais armados até os dentes, que deveriam estar procurando outra coisa do que simplesmente conferir os documentos dos motoristas. Para nossa sorte, nos liberaram em seguida.
O caminho até a Serra da Capivara era longo, mas resolvemos atalhar para visitar um casal de amigos do Renato, o Thomas e a Damaris, que se mudaram há três anos para Uruçuí-PI. Assim, adiamos em mais um dia a nossa chegada a São Raimundo Nonato.
Como
saímos de Uruçuí no meio da tarde, resolvemos voltar
pelo mesmo caminho (asfaltado e mais longo) do que pegar a estrada de
terra (caminho mais curto). Chegamos em Floriano às 8 horas da
noite, muito cansados: não estávamos dispostos a procurar
muito aonde ficar. No primeiro hotel que paramos, nos ofereceram o quarto
mais simples por R$ 70,00, detalhe: com chuveiro frio!!! Achei um absurdo
e, na mesma hora, o cansaço acabou e fomos procurar um local mais
barato e encontramos um pela metade do preço, junto a um posto
de gasolina. É claro que o banho também era frio e o café
muito fraquinho.
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| 10/07
- Finalmente a chegada à Serra da Capivara - Caatinga, calor e seca
A viagem acabou sendo mais longa do que esperávamos, pois acabamos fazendo várias fotos pelo caminho. É justamente no interior que se encontram as melhores cenas do cotidiano do povo nordestino: mulheres com latas d'água na cabeça, vaqueiros vestidos com roupas de couro à moda Lampião, caminhonetes carregando muita gente nas caçambas, e por aí vai. Além disso, a paisagem muda radicalmente quando se sai do cerrado e se entra na caatinga: de uma hora para outras os cactos aparecem e as árvores, antes retorcidas e com galhos grossos, dão lugar a árvores de galhos muito finos, cheios de espinhos e sem folhas - aquela imagem cinza e, aparentemente, sem vida ia nos acompanhar daqui para frente. Durante esse ano choveu pouco mais que 70 mm na região, e as plantações de caju, que se espalham quilômetros antes de chegarmos a São Raimundo, sofreram muito com a estiagem. Mesmo assim, ficamos encantados com a beleza dos cajueiros carregados de frutos vermelhos: o cheiro do caju é quase embriagante e a sua aparência é magnífica (só o gosto que repuxa um pouco na boca). Chegamos à
cidade e fomos direto para o camping que fica bem próximo à
entrada do Parque Nacional, no sítio Mocó. O vilarejo é
super agradável e fica aos pés da serra. Armamos a barraca,
com direito a um pôr-do-sol batendo nos paredões de rocha
da Serra.
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Mas o mais
inusitado foi ser espectador do banquete servido a uma suçuarana. |
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