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Carolina

 

06/07 - BR 153: caos no trânsito

Hoje pela manhã, encontramos um amigo do Renato, o Ronaldo Mitt, também fotógrafo de Porto alegre que mudou-se há 8 anos em Palmas (Aliás, obrigado Mitt pela dica da loja de armarinho). Depois, enchemos uma caixa com coisas que trouxemos para cá e vimos que nunca iríamos usar e mais alguns artesanatos que compramos no caminho e despachamos pelo correio para POA.

Ao meio dia, FINALMENTE, deixamos Palmas e nos dirigimos ao Maranhão (nem acredito!!!). A viagem foi lenta, pois ficamos cerca de 1 hora para passar uma balsa e depois pegamos a BR 153 (Belém-Brasília), que é simplesmente um horror: tráfego de caminhões intenso e a estrada não existe; só existem buracos. O trânsito fica caótico, pois os caminhões, para desviar dos buracos, puxam para a pista contrária sem pestanejar ou saem para o acostamento. A viagem foi um stress. As estradas do Jalapão são um tapete perto da BR 153. Como já estava escurecendo e a estrada só piorava a cada quilômetro, resolvemos adiar por mais um dia a nossa chegada ao Maranhão e pernoitamos em Guaraí.



Palmas
07/07 - Carolina - Finalmente no Maranhão

Acordamos cedo, pois queríamos pegar a estrada mais tranqüila. Ledo engano. Os caminhoneiros tinham acordado mais cedo do que nós. Vimos dois acidentes logo que saímos de Guaraí: o estado em que se encontravam os caminhões impressionava e nos deixou ainda mais cautelosos ao dirigir por ali. Saindo da BR 153 e entrando na estrada estadual que leva à Carolina, a coisa muda: asfalto novo e pouco trânsito. A divisa entre o Tocantins e o Maranhão é o Rio Tocantins que separa as cidades de Filadélfia e Carolina.

Chegamos à Carolina bem na hora do almoço: aliás, essa é a maior preocupação do Renato durante toda a viagem: "onde, quando e o que comer?". Mas aqui não tem muita escolha, já que a maioria dos restaurante oferecem "comida caseira", e ela não muda nunca: arroz, feijão carioquinha, farofa e galinha caipira ou, quando estamos com sorte, carne de sol (que foi o mais perto que chegamos de um bom churrasco desde a deliciosa picanha que o Duffles nos preparou em 26/06).

Depois de almoçarmos um delicioso surubim (viva!) em Carolina, fomos visitar a Cachoeira Pedra Caída. O local é um dos pontos de encontro nos finais de semana e nós, que procurávamos um local de calmaria, ficamos um pouco decepcionados. Mas a sensação de decepção desapareceu quando fomos fazer a caminhada até a cachoeira.

A trilha por si só já vale o passeio: caminha-se por dentro do rio, em um cânion de 50 metros de altura, de onde nascem árvores, bromélias, e uma água morna que cai como chuva sobre nós. À medida que nos aproximamos na cachoeira, o cânion vai se afunilando cada vez mais, até que entramos em um grande salão (fechado por todos os lados), onde está a Cachoeira Pedra Caída de 40 metros. A cena é impressionante e difícil de descrever. Para fotografar é bem difícil pois molha a câmera, não fiz com a máquina digital só em slide...aguarde para ver a foto da cachoeira.O bom é que a maioria das pessoas não quer enfrentar a caminhada até a Cachoeira, assim, o encanto do lugar fica preservado. Acabamos acampando por ali mesmo.

Leia mais: Trilhas de Carolina




08/07 - Carolina e saída para Serra da Capivara

Pela manhã tínhamos contratado um guia para nos levar a umas cachoeiras mais distantes, mas o guia simplesmente não apareceu. Resolvemos então visitar outra cachoeira no mesmo local, a Pedra Furada: a trilha é mais fácil e a cachoeira, apesar de menor, é igualmente surpreendente, formando uma piscina deliciosa.
Depois do almoço, fomos às Cachoeiras do Itapecuru, mas depois de visitarmos as cachoeiras do Recanto da Pedra Caída, nada mais conseguiria nos surpreender.

Quando estávamos voltando ao camping, decidimos repentinamente mudar o roteiro e seguir viagem para o Piauí. Há alguns dias, nós olhamos o mapa e vimos que estávamos mais próximos da Serra da Capivara do que imaginávamos e resolvemos deixar os Lençóis Maranhenses para um pouco mais tarde. Como já havíamos visitado muitas cachoeiras nessas últimas semanas, resolvemos ir em busca de algo diferente: a caatinga.

Detalhe: o Renato deixou as papetes em cima da Land e saiu dirigindo 20 km depois ele se deu conta, mas apenas uma delas continuava ali. A outra fomos encontrar quilômetros antes, no meio da pista - intacta.

 

Itapecuru

 
   



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