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Expedição Bemtevibrasil - Nordeste - 10 Parques Nacionais |
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Paraíba
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20/08 - Baía Formosa (RN) e João Pessoa Ontem à tardinha, chegamos à Baía Formosa, uma enseada de águas agitadas bem ao sul do Rio Grande do Norte. Chegamos com chuva (para variar!!!) e só tivemos tempo de encontrar um lugar para ficar. O hotel que ficamos era BEM simplinho, com direito à roupa de cama puída e tudo mais!!! O banheiro tinha comunicação com o quarto por uma janela vazada... já imaginou???!!! Enfim, naquela hora e com aquela chuva, foi o conseguimos. É claro que a pousada não tinha restaurante e acabamos fazendo a maior farofa dentro do quarto: macarrão com vinho. Uhm... uma delícia! Pela manhã, nem os pescadores tiveram coragem de sair para pescar: apesar da maré baixa, ventava muito e as ondas estavam muito altas. Fizemos algumas fotos para registro e fomos pela beira da praia até o Sagi. Já tínhamos lido e ouvido muito sobre o Sagi, mas, assim como São Miguel do Gostoso, não ficamos apaixonados. Talvez a culpa tenha sido, de novo, o mau tempo: chuva fina, céu nublado e um friozinho. Na realidade, o que mais nos encantou foi o trecho pela praia de Baía Formosa até o Sagi. De lá, resolvemos tocar direto até João Pessoa e, logo que chegamos na cidade, fomos almoçar no Mangai. Esse restaurante deixou de ser apenas um restaurante para ser um dos pontos turísticos de João Pessoa. O buffet, com mais de 40 variedades de pratos típicos nordestinos, é simplesmente delicioso. Sovaco de cobra, gororoba, paçoca, bode são apenas algumas das comidas com nomes estranhos que são servidas no Mangai. Para arrematar, doces deliciosos com sotaque sertanejo. Uhm......
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O nosso passeio turístico em João Pessoa resumiu-se à visita à Igreja de São Francisco. O interior da igreja é todo em madeira talhada, formando painéis impressionantes. Nós visitamos também um pouquinho do Centro Histórico da cidade, conhecido pelas suas casas coloridas e alegres. A visita foi rápida por causa do nosso medo de zanzar pelas ruas das capitais com o equipamento fotográfico: sempre é melhor prevenir do que remediar. À tardinha, enquanto estávamos procurando um lugar para ficar fomos abordados pelo Marco, um jipeiro e dono de duas Land Rover Defender 110 (se uma já é bom, imagina duas!!!). Ele foi super prestativo e acabou nos levando para uma pousadinha super legal e depois nos ofereceu a sua casa para que acessássemos a internet. Com ele estava o André, carioca que ia pedalar de João Pessoa até Natal, pelo litoral. A conversa estava tão boa (viagens, viagens e mais viagens) que acabamos jantando juntos. É sempre bom encontrar pessoas com os mesmos sonhos que a gente (assim nós não parecemos mais tão malucos assim). |
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21 e 22/08 - Lajedo Pai Matheus (Cabaceiras, PB) A nossa idéia era seguir viagem pelo litoral, mas o Marco nos fez tanta propaganda do Lajedo do Pai Matheus, no interior da Paraíba, que resolvemos ir até lá conferir. A decisão não foi tão difícil assim, pois o tempo no litoral não estava cooperando e ficamos torcendo para ver o sol de novo no sertão.
E ele (o sol) ia aparecendo aos poucos, à medida que entrávamos Paraíba a dentro. Na realidade, não estávamos indo para o sertão e sim para o Cariri paraibano. Do Cariri só conhecíamos o que é cantado por Luiz Gonzaga. Na realidade, essa região é tão seca quanto o sertão, mas as temperaturas são mais baixas e se vê mais verde, além de muitas plantações de palma, uma espécie de cacto que serve de ração para os animais.
Existem pouquíssimas opções de hospedagem em Cabaceiras e nós preferimos ficar no hotel fazenda que fica ao lado do Lajedo. Chegamos à noite e não vimos nada, o que aumentou ainda mais a curiosidade. O Hotel Fazenda Pai Matheus é muito bom, com tudo novinho e muito bem cuidado (o café da manhã foi delicioso! Cuzcuz, tapioca, bolos e sucos ... tudo fresquinho!!!). |
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Acordamos muito cedo, pois o Renato queria fazer fotos no nascer do sol. Que sol??? Amanheceu super nublado e as fotos do Lajedo e da Saca de Lã foram feitas durante algumas brechas de sol. A região é impressionante e super diferente: morros tomados por pedras redondas (perfeitamente redondas!). E não é nem uma nem duas. Para onde se olhe, as pedras redondas estão lá e parece que foram esculpidas pelo homem e dispostas como uma mesa de bilhar. A paisagem é realmente sobrenatural.
À tarde, fomos passear na cidade de Cabaceiras, onde foram filmadas várias cenas do filme "O Auto da Compadecida". Mas, mais interessante do que as próprias locações do filme, é a limpeza da cidade: vê-se que tudo é cuidado com muito esmero e não se vê um papelzinho voando pelas ruas.
Encontramos uma lojinha bem legal de artigos de couro (bem à la Lampião) e comprei uma sandália e um mini chapéu de cangaceiro, que agora decora o nosso jipe. Sem dúvida valeu a pena o desvio para conhecer o tão falado e cantado Cariri.
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