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Carolina - prosperidade no passado e natureza preservada no presente

 

Cachoeiras

No início do século XX, Carolina foi a cidade mais próspera do Sul do Maranhão. Com tanta água que corre nos rios da região, na década de 40 foi construída na cidade a primeira hidrelétrica da Amazônia. Além disso, ela foi a pioneira na fabricação de sabonete e óleo comestível em todo o Nordeste, e o movimento de pessoas e produtos era tão intenso que chegava a ser, muitas vezes, maior do que o da própria capital, São Luís.

No entanto, na década de 60, Carolina viu o desenvolvimento ir embora aos poucos. O progresso, de uma hora para outra, passou a 100 quilômetros dali. A construção da rodovia Belém-Brasília fez com que toda a circulação de pessoas e produtos, que antes passava por Carolina, passasse agora pelas cidades de Estreito e Imperatriz.

O progresso foi embora, mas acabou deixando uma outra riqueza que está atraindo muitas pessoas para região: uma abundância de rios que acabam despencando em cachoeiras de uma beleza ímpar.



Carolina

As Cachoeiras do Itapecuru, que antes serviam para ativar a hidrelétrica de Carolina abastecendo todo o Vale do Tocantins, hoje servem para refrescar os mais de 40 mil visitantes que chegam à cidade nos meses de férias (julho e agosto).

Mas existem locais da região que nem viram o progresso chegar e tampouco ele ir embora. É o caso das Cachoeiras do Rio Farinha, que se localizam a 100 km da cidade e que só são visitadas por aqueles que têm carros com tração 4 x 4, para agüentar as antigas estradas de tropeiros que levam às quedas.

Entretanto, a mais impressionante queda da região é a Cachoeira Pedra Caída. A trilha de acesso à cachoeira já é por si só uma atração: caminha-se por dentro do rio, espremendo-se pelos paredões de rocha de mais de 50 metros de altura, de onde nascem bromélias, pequenas árvores, cipós e de onde brota uma água morna que cai sobre os caminhantes sob a forma de uma chuva fraca. O cânion vai afunilando a cada metro e, de repente, entra-se em um grande salão cônico de onde despenca, de uma altura de 50 metros, a Cachoeira Pedra Caída: a força da água é tão grande que faz com que o barulho seja ensurdecedor. Pela manhã, a luz ilumina o salão deixando a Cachoeira ainda mais bonita.

Hoje, o progresso não é mais tão desejado assim. Agora o que interessa é preservar as belezas naturais da região para que o fluxo de pessoas seja de novo tão intenso como antigamente.





Como Chegar:

Saindo de Palmas, segue-se a TO-050 até Lajeado, onde pega-se a balsa para Miracema do Tocantins. De lá são 25 km até Miranorte, na BR-153. São aproximadamente 300 km de estrada muito ruim até Araguaína, com buracos enormes na pista e tráfego intenso de caminhões pesados. A partir de Araguaína, a situação muda: os 120 km até Carolina são percorridos em uma estrada em boas condições e com pouco tráfego.
Saindo de São Luiz, segue-se pela BR-135 até Miranda do Norte e de lá, pela BR-222 até Açailândia, que fica na Belém-Brasília (BR-010). O trecho até Estreito (passando por Imperatriz) está em péssimas condições e é preciso cuidado redobrado. De Estreito, são mais 100 km até Carolina (asfalto em melhores condições).


Cachoeiras do  Itapecuru

Onde Ficar:

A Pousada Candeeiros (98) 721-6280 fica próxima à Igreja em um charmoso casarão centenério, que oferece um delicioso café da manhã. As diárias ficam em torno de R$ 40,00.

O Recanto Turístico da Pedra Caída (na estrada para Estreito) (98) 731-1259 é uma ótima opção para quem quer ficar próximo à belíssima Cachoeira da Pedra Caída.
São oferecidos 7 chalés, cujos preços variam de R$ 25,00 a R$ 55,00, dependendo do tamanho do chalé. Além dos chalés, mediante autorização do proprietário, é possível acampar por R$5,00/pessoa. No local são oferecidas refeições por R$ 10,00 (para 2 pessoas).

Na Pousada Cachoeiras do Itapecuru (na estrada para Balsas) (98) 731-1436, existem 6 chalés que ficam a poucos metros da imensa piscina formada pelas cachoeiras do Itapecuru.

Quando ir: o melhor é visitar Carolina na época seca (maio a novembro), quando o céu está mais azul e os banhos de cachoeira são melhor aproveitados. Evite o período de férias (julho e agosto), quando as praias do Tocantins e as cachoeiras, principalmente as do Itapecuru, ficam lotadas.

Cachoeira do Itapecuru

Quanto tempo ficar: se você quiser visitar as cachoeiras próximas à cidade, dois dias serão suficientes. No entanto, se você quiser visitar as cachoeiras do Rio Farinha e do Riachão, serão necessários pelo menos mais dois dias. Mas, não esqueça que as Cachoeiras do Rio Farinha só podem ser acessadas por carro com tração 4 x 4.

O que não pode faltar na mochila: roupas de banho, tênis que podem ser molhados ou papetes, protetor solar e repelente de insetos.

 
   



Expedição Bemtevibrasil um projeto de viagem criado por Renato Grimm e Luciana Panzarini
dedicado ao registro e divulgação do ecoturismo, cultura, fotografia brasileira e suas diversas formas de
expressão, colhidas no decorrer de muitas viagens pelo Brasil.
Um projeto em defesa da conservação do meio ambiente.

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